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Como fotografar fogos de artifício

As fotos de fogos de artifício falham por excesso de brilho: explosões lavadas para o branco, cor perdida, um céu de rabiscos sobrepostos. A causa é uma cena para a qual o fotômetro nunca foi feito: um quadro quase todo preto que empurra toda leitura automática para a superexposição, em volta de um sujeito que não é iluminado, mas autoluminoso, desenhando a própria imagem no sensor enquanto se move. Isso inverte a aritmética de sempre: o obturador decide quanto o rastro cresce, enquanto a abertura e o ISO, sozinhos, decidem com que brilho ele é gravado (deixar o obturador aberto por mais tempo não clareia uma explosão, só empilha mais delas). Então a receita de trabalho é uma armadilha de longa exposição montada antes do primeiro rojão: tudo no manual, foco travado no infinito e um obturador que você abre enquanto o rojão sobe e fecha depois do estouro.

Ilustração plana de uma câmera num tripé, no canto inferior esquerdo, apontada para uma grande vista enquadrada: a silhueta noturna facetada dos prédios de uma cidade e uma ponte ficam baixas, ao longo da borda inferior do quadro, enquanto um círculo tracejado azul-petróleo, no alto do céu vazio, envolve uma explosão em forma de estrela (o trecho de céu em torno do qual a foto é enquadrada antes que qualquer explosão aconteça).

Pontos de partida

Modo
Manual, ou bulb com disparador remoto: o show é escuro demais e rápido demais para qualquer modo automático medir com honestidade.
Obturador
2–6 s para começar; em bulb, abra enquanto o rojão sobe e feche depois do estouro. O obturador desenha o comprimento do rastro, não o brilho dele.
Abertura
f/8 para começar. O brilho da explosão mora aqui: feche para perto de f/11 se a cor lavar para o branco.
ISO
100–200. O céu já é preto; ganho extra só estoura a cor da explosão mais cedo.
Foco
Manual, ajustado no infinito na primeira explosão e depois deixado quieto. O autofoco não tem nada em que se agarrar entre as explosões.
Suporte
Tripé mais um disparador remoto ou de cabo; estabilização desligada depois que a câmera estiver montada.

Em campo

  1. Procure uma posição com o vento às costas, de frente para o local de lançamento: a fumaça se desloca e, no meio do show, fica onde o vento a levar.
  2. Enquadre mais amplo do que as primeiras explosões sugerem; os finais sobem mais alto e se espalham mais.
  3. Ajuste o foco no infinito na primeira explosão e depois pare de mexer no anel.
  4. Observe os lançamentos, não a tela: abra na subida, feche depois do estouro.
  5. Confira um quadro do início em busca de cor lavada; corrija com a abertura, não com o obturador.

Quando falha

Explosões lavadas para o branco
Superexposição de um sujeito autoluminoso, e o obturador é a alavanca errada. Feche um stop e baixe o ISO; o brilho do rastro responde à abertura e ao ganho, nunca ao tempo.
Névoa engolindo o show na metade
Fumaça, não falta de nitidez. O céu está mais limpo nos primeiros minutos: trate as primeiras explosões como a sessão que vale, e fique com o vento às costas para que a fumaça se afaste do quadro em vez de atravessá-lo.
Rastros que tremem e fazem zigue-zague
A câmera se mexeu durante a exposição. Um tripé e um disparador remoto tiram as mãos da jogada; desligar a estabilização impede o motor de caçar contra um suporte fixo.

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